E a ética? Dispo-me dessa máscara para tecer comentários sobre uma colega de curso. E você, leitor, que se sentir ofendido, vá procurar Lemúria! Ou melhor, tome posse das palavras e traga sua crônica. Porque esta é só ‘pra’ dizer o simples, assim como Simone. Simples e à frente de colegas simplórios, nossa colega passará despercebida por muitos e seguirá o caminho natural. Entretanto, aqueles que desfocarem o umbigo e aprenderem com “aquela que ouve” poderão fazer-se grandes, sem atravancar o caminho.
Refiro-me, nesta crônica, a meu período em estudo. Não vou além das salas 8 e 9. Dessa forma, trivialmente, posso perceber mais claramente os polos em nossa convivência, apesar de cabeças jurarem independência e apontarem os cantos da sala como os únicos e verdadeiros grupos. Somos todos colônias e nada unidas.
Contudo, essa moça me chama a atenção – friso que não é minha melhor amiga, talvez nunca seja. Mas a objetividade e a simplicidade com que mostra sua capacidade fere-me a crítica. Antecedendo comentários bastardos, sucedendo comentários pedantes, seus comentários são cheios de malícia culta, sem confrontar o interlocutor – seja de qual tribo for – e “digressiona-nos” fora de clichês. E sei que não foi sempre assim: houve tempos/períodos em que ela era mais um, ou uma que somente atravancava o caminho. Ao menos em minha visão, também um obstáculo para o saber.
Por isso, antes que Hera faça-se presente, trago os pontos dos is: tenho amigos verdadeiros nesse meio, convivo com convenientes e indiferentes. Admiro alguns, respeito outros e ignoro poucos. Poucos são os que associam ética a caráter. Entretanto, o nível em um todo é muito bom (!). Porém, ela está alguns passos a nossa frente nesse caminho cheio de passarinhos. Até mesmo mestres não enxergam, ou fazem que não, sua posição: enquanto alguns discentes esgoelam-se em favores, citações, pedantismos orais, ela está ali para o que propuserem, e cumpre. Ah!, e não tenho a pretensão de ser Zeus. Talvez, faça o papel de um
anjo esbelto / desses que tocam trombeta, [...] anunciando [...]:
vai carregar bandeira.
Se vai alcançar a sala de aula, no entanto, e pôr em prática tudo o que ouço e vejo, não sei. Irá terminar o curso? Alguns duvidavam e talvez ainda duvidem. Espero que sim (!). Continuará usufruindo do dom da simplicidade – o que há de mais bonito e complexo em nosso meio – para surpreender? Tomara que sim. Sabemos, porém, que Vygotsky defende a influência do meio como fator preponderante nas ações do indivíduo. Destarte, receio que seja engolida pelos Smögens contemporâneos. Por conseguinte, Lev Vygotsky também afirma que o sujeito pode influenciar, formar e transformar o meio. Sendo assim, vale ter fé nos colegas, aprender muito com essa moça. Assim, portanto, simples como um passarinho, exalto essa mulher que sei que tem todas as consoantes e descendências de nossa literatura. Porque, se der bobeira, ela não passará, e os outros…
Rodrigo Davel, 14 de março de 2012.
Leia Simone
abril 27th, 2012Via Sacra Poética 2012 – QUE A SAÚDE SE DIFUNDA SOBRE A TERRA
março 22nd, 2012Mais um ano se passou. E, como numa Via Crucis, passamos por várias estações. Nós, meros mortais, suportamos as chicotadas a que o tempo, carrasco da ampulheta que nos leva ao Gólgota, submete-mos. Se chegamos até aqui – ajudados, ou não, por Verônica ou Simão – somos vencedores. E, como tais, somos convidados a comungar o fazer literário, vivenciado através da Via Sacra Poética, cujo tema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, redimensiona o lema da Campanha Fraternidade, “Fraternidade e Saúde Pública”.
Sabemos que é precária a Saúde Pública no país, mas não devemos cruzar os braços. Cada um deve fazer o que lhe cabe, correr atrás dos seus direitos e, acima de tudo, cuidar de si, física e mentalmente, para ter uma “mens sana in corpore sano”.
Por isso, os estudantes e professores dos cursos de Letras Inglês e Língua Portuguesa prepararam mais uma edição da Via Sacra Poética, que se realizará dia 03/04, a partir das 19h, no pavilhão de danças, no Campus I.
Dia da Poesia – 14/03/2012
março 22nd, 2012Dia 8 de março comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Porque esse ser feminino e especial, mas não tão frágil como se pintam em telas, merece todos os dias nosso louvor, os cursos de Letras Língua Portuguesa e Letras Inglês prepararam dia 14 de março, Dia da Poesia, um Sarau Literário, cujas mulheres foram aclamadas com as mais belas canções e poemas. Docentes e discentes, como numa corda, teceram seus fios. Cada qual com seu talento, em prol da pluricidade feminina.
Agradecemos a participação e o desempenho de todos e até o próximo evento.
Éverton Abreu – Acadêmico do curso de Letras Língua Portuguesa
“Ninguém sabe”
fevereiro 14th, 2012“Ninguém sabe.” Mas eu conto: O Albatroz Azul é uma sabedoria do sabido João Ubaldo Ribeiro. Ô livrinho porreta! Gostei, viu? E dizer que, quando o peguei em mão, nada dei para ele/por ele. Era uma obrigação, ente outras. A última em minha lista de prioridades. Quanto tempo perdi! Sabe, Tertuliano é daqueles que não se mostram a qualquer um, mas quem o vê certamente não o esquece. Todos que, porventura, cercaram Tertuliano acabaram por fazer parte dessa agradável conversa que Ubaldo nos oferece com O Albatroz Azul. Sim. Porque toda a leitura é um grande conto, um monólogo, exclusivo a nós, leitores. É conversa sem pé nem cabeça: não dá pra saber onde começa e onde cada um termina.
De cu pra lua estava Ubaldo ao dar vida a essa obra magnífica. Que o menino seria homem até já se podia esperar. Sim, veio ao mundo macho como o avô Tertuliano previa, por causa de um sopro em seu ouvido. Mas que Belinha e Saturnino, pais de sete meninas, não esperavam, inclusive a aclamada aparadeira Altina Pequena, era que um menino viesse e com tantas pompas que até a lua, “com toda a sua potência, beijaria o traseiro de seu neto Raymundo Penaforte”, para a congratulação de Tertuliano. A partir de então, Gato Preto surgia na conversa pra dar caminho à trama e forçar a conversa por outros personagens que muito acrescentariam ao leitor. Afinal, Gato Preto, como grande amigo que era de Tertuliano, “não tinha nada de ruim a contar. Se tivesse, aliás, talvez se calasse”. Mas, “de pouco ou nada adiantaria saber se era ruim ou bom, porque não havia como interferir nas linhas mestras já traçadas naquele nascimento…”.
Por conseguinte, a linguagem quase rural e cotidiana da obra não impede que o leitor se disperse da conversa intrínseca contínua. Nascimento, Custódio, Juvenal, entre outros personagens, surgem para fechar cada vez mais a trama e abrir cada vez mais a rede de informações e possibilidades. Por vezes, chega o leitor a imaginar histórias dentro da história, o que não deixa de ser verdade; mas dizer que é mentira também não é nenhuma loucura. A vida não é uma só, pois? E Juvenal, então – que traz consigo toda a carga da vida fatídica reservada para o congratulado avô hoje abençoado – como pai de Tertuliano e “filho do rico português Nuno Miguel Botelho Gomes, que chegou à Bahia com uma mão na frente e outra atrás…”, foi vítima de abandono do pai, após a morte da mãe e vitimou seu filho Tertuliano do mesmo mal.
Dessa vez, porém, foi causa da morte de uma de suas esposas, mãe de Tertuliano, com a ajuda de sua madrinha e sogra ao quadrado. É!, confunde, mesmo. Mas, com o desenrolar da conversa, compreende-se o acontecido: ocorreu que, ao morrer a mãe de Juvenal, Nuno voltara desgostoso da vida para Portugal. Por vergonha, porém, não levara Juvenal, menino nascido e com os trejeitos do Brasil. Matilde, então, acumulara a função de mãe do menino, além de madrinha. Casada com um dos poucos que podiam chamar de amigo de Nuno, viúva tornava-se posteriormente e dá consentimento para que Juvenal durma com suas duas filhas: Catarina e a mãe de Tertuliano, Altina. Até então, boa mãe e excelente madrinha, um exemplo de mulher, mostrará sua fraquezas e suas sujeiras de caráter ao induzir que Catarina assuma o papel de legítima, por motivos descritos na obra, e Tertuliano renegue Altina como mãe e assuma Catarina como tal. O menino recusou sob grandes castigos e viu sua mãe padecer de desgosto. Fatídico, então, cresceu o menino, que teria sua glória com o beijo da lua em seu neto, muito à frente.
Já certo, dessa maneira, do futuro de seu neto e do seu, após grande reflexão acerca do ditado por Gato Preto, Tertuliano empenhou-se na missão de fazer de Zé Honório e Roxa Flor padrinhos do menino. E é com toda destreza e sagacidade que o sabido Zé Honório, como classifica Tertuliano,
traz em poucas páginas os ensinamentos pra vida de todos, as sabedorias que nos é necessária para correr pela vida – “As sabedorias se desenrolam partindo da primeira”. Pois o sábio muito tem a ensinar para o sabido e este a convencer os inocentes e despercebidos. Mas, nessa empreitada de fazer de Zé Honório sabido ou mais, a conversa exalta o leitor, pois, ao dar o título de homem impressionante ao padrinho de Raymundo Penaforte, título assinado por Tertuliano – talvez o mais perto de sábio entre todos, por ser portador de fome de conhecimento, abastecido por livros e meios de aprender mais – o leitor é elogiado implicitamente por estar de posse do livro e permitindo a intervenção da literatura em sua vida.
Enfim, com tudo ajeitado, a história parece começar a ganhar o fim da fábula. Ubaldo, todavia, não permite. Ainda bem! Como último golpe em nós, inocentes e despercebidos leitores, abre as cortinas para o ‘show’ de Zirinha Quadra, que merece uma obra só sua: “Poucos homens em toda a ilha podiam se comparar em valor a Zirinha, que nunca acatou homem nenhum mandando nela, ou sequer dando palpites…”. Zirinha, só por essas poucas palavras, já é de ser congratulada, como Tertuliano, afinal essa ilha tem muito macho de porte admirável. Entretanto, mulher de verdade, como Deus quis, cuidara de seus filhos, cada qual de um pai de sua escolha, sozinha e também da fazenda herdada de seu pai. No entanto, apesar de grande história guardada na história de Tertuliano, Zirinha teve o dever de findar o papo, após conversar com Tertuliano pela primeira vez em vida. Sim. As palavras daquela forte e singular mulher mexeram em toda a certeza que o velho carregara até aquele momento e pela qual cumprira missões e desenganava das negativas de muitos de seus antigos e conceituados amigos, todos machos e admiráveis homens. Mas, como a conversa já foi dada, Zirinha tinha valor igual ou maior que muitos homens daquela ilha. Então, bastou para o avô. Sem nem mexer na solução com que o compadre de sua filha Belinha o presenteara, o que levava o leitor a prever o final da fábula, Tertuliano veio a conhecer o holandês petrificado, o albatroz azul, a morte que tanto aguardava, a vida nova, a vida de Altina como anjo da guarda de Raymundo, talvez como albatroz azul que cuidaria de toda sua vida.
Portanto, O Albatroz Azul foi como um dos livros que Zé Honório não lera de fato, que o tinha somente para consultar ou para admirá-lo: um sabido ensinamento do que nem imaginava poder ter tão perto. Talvez, tanto como Zé Honório, se levasse a sério tudo o que fosse oferecido como sabedoria, seria eu mais sábio e menos sabido – detentor de fraquezas da vida e pesos nas asas. Talvez, também, encontre mais certezas, mais dúvidas e mais sabidos que me mostrem o que só conseguimos ver, geralmente, quando nos aproximamos da morte, nem digo do fim da vida, mas do fim na vida.
Rodrigo Davel, Cachoeiro de Itapemirim, 24 de dezembro de 2011.
Uma aprendizagem
janeiro 18th, 2012“Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.” (D. Pedro II)
E extrapola o carinho: e todo o olhar é respeito, admiração: ser-lhe-eis, por vezes, súditos. Nossos mestres de cada dia, domadores de nossas libertadoras palavras, causadoras de nossa força de trabalho. Mais uma encruzilhada já se apresenta e me prepararam para a decisão: voltar; escolher. E, muito por vocês, mestres, escolhemos.
O fardo, pois, é dividido durante todo o caminho: labuta que tem seu mestre de obras e os serventes: serventes que têm serventes e que são serventes. Mas, para conjugar o verbo “ensinar”, é necessário conjugar também o “aprender”: é trabalhar na locução: ensinar aprendendo. Pois só quando esquecemos todos os nossos conhecimentos é que começamos a saber¹. E permitir-se desconhecer para conhecer não é nada fácil. Necessário é ter humildade e capacidade; querer atingir o alvo: o discente. Afinal, são vencidas as grandes montanhas por aqueles que as conhecem. Somos grandes montanhas a serem vencidas, mas vós sois Maomé’s à nossa espera. E, nessa espera, muitas montanhas se mostram pequenos relevos; outras grandes travessias; algumas apenas miragens. No entanto, precisamos de todo o seu esforço, mestre: sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece².
Então, o mestre decide que arrisca sua vida por uma/em uma montanha que, talvez, após terminar a travessia, olhe para trás e não a veja mais. Talvez, olhe para o lado e a montanha agora é companheiro de trabalho, é humano. E como já se ouviu de tu, mestre, o conhecimento traz lucidez e, por conseguinte, clareza, dor: faz-nos mais humanos – e o que o ser humano mais aspira é torna-se um ser humano³. Mas, como garantir, então, que todas as montanhas poderão tornar-se bons humanos? Não. Sabe que não tens como prever. Por isso, agir sem conhecer exige coragem.
Enfim, obrigado (!), mestre. Ainda temos outras encruzilhadas a escolher e tu tens caminhos para me guiar. Mas já valeu a sola gasta, o músculo fatigado e exercitado. Daqui para a frente, será corrida para a chegada e, se Deus quiser, mais humanos seremos a cada nova escolha, até tornamo-nos humanos por completo e dedicarmo-nos a montanhas e montanhas, pelo trilho que deixaste para nós. Mestres, D. Pedro II não sabia o que dizia: quem ama o poder jamais escala uma montanha: pede que alguém escale e lhe diga como é.
Rodrigo de Assis Davel, Cachoeiro de Itapemirim, 20 de dezembro de 2011
1, 2, 3 e 4: Trechos da obra Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, de Clarice Lispector.
Sorte é de quem tem azar
novembro 30th, 2011_ Dez e meia. Cinco minutos atrasada. Meu dia se encerra às 10h30min.
_ Relógio atrasado?
_ Sim. Costume de família. É assim desde que aprendi a ver as horas.
_ Vou ver Emanuel. Vamos?
_ Não posso. Se eu sair nessa chuva, vou ficar de cama. Mande lembranças minhas a ele.
_ Sim, claro. Tchau!
_ Tchau! Despediu-se de Odara e não teve ânimo para acompanhar os passos sumirem na longa estrada que a levaria a seu destino.
Quando percebeu, já estava na Rua dos Mortos. Sempre tivera medo dali, mas sabia que somente ali encontraria Emanuel. Ele não era visto em lugar algum, por ninguém. É claro que sempre houve quem confessasse tê-lo visto em situações distintas, em lugares distantes, diferentes.
_ Ó meu Deus! O uso da interjeição cristã reinava em sua língua. Odara não conhecia nenhum morador da rua. Quando passava por ela, ia diretamente à casa número 7, a casa de Emanuel.
_ (Toc-toc) Emanuel, sou eu. Odara fazia questão do vocativo popular de seu pai. Assim, todos saberiam que ela o conhecia, afinal ele recebia muitas visitas, pedidos de ajuda, conselhos etc. O orgulho e a ambição eram frutos da fama de predestinado, iluminado que Emanuel adquiriu desde seu nascimento. A gestação foi de alto risco: mãe idosa, solteira, de família pobre, superlativamente pobre. O parto ocorreu numa noite de novembro de 1911, alguns minutos antes do aniversário de 45 anos de sua mãe: Emanuel nasceu às 11h e 11minutos, exatamente 49 minutos antes do dia 12 de novembro de 1911, data em que comemoraram o aniversário, já póstumo, de Glória da Luz. A criança foi levada direto ao curandeiro para mais cuidados, pois nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Depois dos devidos cuidados, o bebê apresentou boa saúde. Um milagre (!) para parteiras e rezadeiras presentes. Madalena decretou:
_ Ele é iluminado, predestinado. Será meu filho. Fato concretizado com a bênção do frei Herculano, após a adoção ser legitimada por frei Martinho.
A infância de Emanuel foi marcada pela forte propaganda de sua mãe:
_ Sim. Ele é iluminado. Nasceu dia 11 do “11” de 1911, às 11 horas e 11 minutos. Venceu todas as dificuldades. Madalena fazia questão de exaltar a numerologia, fundamental para ela.
Quando jovem, Emanuel venceu a malária, casou-se com uma cigana, enfrentou um incêndio em sua residência que matou sua esposa e poupou sua vida e de sua filha. Desgostou da vida. Ingressou no exército e serviu em duas guerras, talvez mundiais. Não viu a filha crescer, mas sempre a reconheceu como força para a vida. Para a grande maioria, ele nunca voltou da primeira guerra. Madalena, no entanto, argumenta e descreve com perfeição as façanhas do filho após a primeira guerra e, principalmente, no que diz respeito à segunda:
_ Ele abraçou um canhão e evitou que milhares de crianças fossem mortas. É ou não é um herói? Os vizinhos conheciam todos os feitos heroicos de Emanuel por meio das homilias dominicais presididas por Madalena, que, já idosa, não mais desempenhava sua função de parteira-chefe da região de Belém, na Paraíba, pequena região emancipada em 6 de setembro de 1957.
Apesar de legitimar a divindade de seu filho, Madalena não o via desde que ele fixou moradia na Rua dos Mortos, uma área retirada da região, uma pequena colina, com um número quase maior de moradores que os registrados na região. A filha de Emanuel, porém, visitava-o frequentemente, consequência do louvor exigido por sua avó, responsável por sua criação na ausência de seu pai.
_ Pai, vovó não pode vir, mas disse que manda lembranças. Eu não poderia vir hoje, pois tinha de trabalhar. No entanto, porque choveu bastante, não pude ir ao trabalho e vim vê-lo. Uma sorte, não? Isso é culpa sua, viu? Toda sorte que sempre teve na vida. Ó Pai, você é mesmo iluminado! Ser-lhe-ei sempre grata por tudo. Sabe que ouvi dizer que, noutros lugares distantes, as horas são diferentes das nossas? Pois não gostei duma coisa: lá, nesse lugar, não vai funcionar sua sorte, ó Pai? Pois veja: quando forem 11 horas e 11 minutos aqui, lá já não é, certo? E assim, perde-se a mágica. Como a gente sabe, vó Madalena sempre disse que isso era o sinal.
Odara voltou para casa, e o dia parecia estar mais claro. No caminho, perguntaram por Emanuel. Ela disse que estivera com ele. Ao chegar, sua avó estava lá, no início da estrada, nem mais pra frente nem mais pra trás, esperando por ela. Lembrava-se de uma nova história de Emanuel e queria compartilhar.
Rodrigo Davel, Cachoeiro de Itapemirim, 12 de novembro de 2011.
Programação Semana São Camilo Volta à Comunidade
novembro 22nd, 2011DIA 21 DE NOVEMBRO
Oficina de Leitura
LOCAL: Presidente Getúlio Vargas
ALUNOS DO 3º PERÍODO DE LETRAS PORTUGUÊS.
DIA 24 DE NOVEMBRO
Oficina de Leitura
LOCAL: Presidente Getúlio Vargas
ALUNOS DO 3º PERÍODO DE LETRAS PORTUGUÊS.
DIA 25 DE NOVEMBRO
Oficina de Leitura
LOCAL: Presidente Getúlio Vargas
ALUNOS DO 3º PERÍODO DE LETRAS PORTUGUÊS.
XI Poster Session 1ª Semana Acadêmica de Letras Português
novembro 4th, 2011XI Poster Session
1ª Semana Acadêmica de Letras Português
PROGRAMAÇÃO DE SEXTA-FEIRA
04/11/2011
COMUNICAÇÕES
PARTE I
19 às 19h30 – “Language and Culture – brief considerations“ – professora Ana Carla Tavares Quaglioz. (PROGRAMAÇÃO EM INGLÊS)
SALAS 08 e 09, BLOCO II
19 às 19h30 – “Projeto de vida e juventudes contemporâneas: um estudo a partir das representações sociais de jovens moradores de uma comunidade quilombola” – professora Andrea de Fátima Santos.
SALA 35A, BLOCO II
PARTE II
19h45 às 20h15 – “Programa TOP CHINA” – professora Sandra Novaes Coelho e acadêmicos participantes 2010 – Waleska Soares e Thieres Luiz.
(PROGRAMAÇÃO EM INGLÊS)
SALAS 08 e 09, BLOCO II
19h45 às 20h15 – “Sujeitos e narrativas a partir de relatos de idosos” – professora Regina Helena Ferreira de Souza.
SALA 35A, BLOCO II
PARTE III
20h30às 21h30
Projeto “Cantata de Natal” ”– professoras Adriane Fin, Ana Carla Tavares e Sandra Novas Coelho
Apresentação das propostas dos professores para o projeto “São Camilo volta à Comunidade”– professoras Adriane Fin, Ana Carla Tavares e Sandra Novas Coelho
SALA 35A, BLOCO II
21h30 às 21h45 – ÚLTIMO prazo para entrega do relatório referente à programação do dia 01/11 (Seminário de Estágio Curricular).
PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO
05/11/2011
9 às 11h30 – SESSÃO PIPOCA
Apresentação e discussão da obra fílmica “BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA” – professor Fábio Ferreira Brito.
Local: Auditório Ângelo Brusco
1ª Semana Acadêmica de Letras Português e XI Poster Session
novembro 3rd, 20111ª Semana Acadêmica de Letras Português e XI Poster Session
outubro 31st, 2011PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES ACADÊMICAS DOS CURSOS DE LETRAS
SEGUNDA-FEIRA, 31/10
18h30 às 22h – FESTA DE HALLOWEEN
Público: todos os acadêmicos dos cursos de Letras Inglês e Letras Português
Local: Pavilhão de danças
TERÇA-FEIRA, 01/11
19 às 22h – SEMINÁRIO “O Ensino de Língua Inglesa: observações e práticas no campo do Estágio Curricular”
Público: todos os acadêmicos dos cursos de Letras Inglês e Letras Português
Local: Auditório Ângelo Brusco
QUINTA-FEIRA, 03/11
LETRAS PORTUGUÊS
18h30 às 21h – COMUNICAÇÕES (TRABALHOS CIENTÍFICOS EM PORTUGUÊS LITERATURA)
21 às 22h – Coquetel (hall de entrada do auditório)
Público: todos os acadêmicos do curso de Letras Português
Local: Programação simultânea
Salas 08 e 09 (térreo bloco II)
Salas 10 e 11 (térreo bloco II)
LETRAS INGLÊS
18h30 às 21h – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (turmas dos 2º e 4º períodos)
21 às 22h – Coquetel (hall de entrada do auditório)
Público: todos os acadêmicos do curso de Letras Inglês
Local: Auditório Ângelo Brusco
SEXTA-FEIRA, 04/11
18h30 às 22h – COMUNICAÇÕES (TRABALHOS CIENTÍFICOS EM LETRAS)
Público: todos os acadêmicos dos cursos de Letras Inglês e Letras Português
Local: Programação simultânea
salas 08 e 09, bloco II
sala 32, bloco II
sala 35A, bloco II
sala 207, bloco V
sala 310, bloco V
SÁBADO, 05/11
8 às 12h – SESSÃO PIPOCA
Apresentação e discussão da obra fílmica “Balzac e a costureirinha chinesa”
Público: todos os acadêmicos dos cursos de Letras Inglês e Letras Português
Local: Auditório Ângelo Brusco
Observação importante: Todos os dias haverá controle de frequência e lista para emissão de certificados.
Dúvidas: encaminhar e-mail à coordenação do curso.
adrianefin@gmail.com
adrianefin@saocamilo-es.br
Professora Adriane Fin

